Estima-se que existem mais de 600 milhões de homossexuais em todos os continentes, cerca de 10% da população mundial, e, apesar de a Organização Mundial de Saúde (OMS) e as principais associações científicas internacionais garantirem a normalidade da homossexualidade, em mais de 80 países da África, Oriente e América Latina, ainda há leis que perseguem homossexuais, incluindo prisão perpétua, açoites e pena de morte. O Brasil descriminalizou a homossexualidade desde o fim da Inquisição, em 1821, mas ainda hoje gueis, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais (GLBTT) são a parcela da população mais discriminada em nossa sociedade, pois não contam com o apoio das igrejas, sofrem discriminação no exército, no trabalho, nas escolas e, sobretudo, dentro de casa, onde muitos jovens homossexuais sofrem violência física e são expulsos do lar.
O DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA HOMOFOBIA tem como objetivo garantir a cidadania plena, revogando as leis discriminatórias e todas manifestações de discriminação contra gueis, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. É um apelo contra a intolerância, pela igualdade de direitos.
A homofobia é conceituada como o ódio irracional contra homossexuais (homens ou mulheres) e se manifesta através do insulto, preconceito, discriminação, violência psicológica e física, chegando até à morte.
Mais de cem homossexuais são barbaramente assassinados no Brasil todos os anos, vítimas desta intolerância, o que faz nosso país campeão mundial de homicídios contra gueis, seguido do México e Estados Unidos. Segundo Luiz Mott, antropólogo, “Homofobia é uma espécie de racismo sexual baseada na ignorância e na intolerância machista que só considera normal a heterossexualidade, desprezando e discriminando os gueis, lésbicas, travestis e transexuais. Todo homófobo tem problemas sexuais: alguns matam para provar que são machos de verdade!” Como o racismo, a homofobia é considerada crime nos países mais civilizados do mundo, assim como nas principais capitais brasileiras, incluindo mais de 80 municípios e quatro Estados, porém ainda falta uma lei federal.
Esta data, comemorada desde 2005, foi escolhida em lembrança a 17/5/1990, quando a OMS declarou oficialmente que a homossexualidade é um comportamento normal e a livre orientação sexual um direito humano fundamental.
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